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Os aspectos individuais e ambientais que afetam a qualidade de vida no trabalho foram discutidos na manhã desta quarta-feira (24.06), durante o 3º Encontro de Gestão da Ética Pública, Saúde e Segurança no Trabalho, realizado pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp). O evento reúne cerca de 500 servidores públicos das esferas municipais, estaduais e da União.
 
O tema foi apresentado pela psicóloga e mestre em Educação e Administração de Empresas de São Paulo, Joceli Drummond, que explicou como a busca do bem-estar e a felicidade no ambiente de trabalho podem refletir na qualidade dos serviços prestados à sociedade pelos servidores.
 
Em seguida, a reflexão da ética no serviço público foi conduzida pelo Procurador Regional do Mato Grosso do Sul em Brasília, Dr. Ulisses Schwarz Viana. Em sua fala, ele abordou a ética como uma construção coletiva. “O primeiro passo da ética pública é descobrir a vocação para o setor público. É assumir uma postura proativa, em busca do bem, de olhar para o outro, sob o ponto de vista da inclusão e da hospitalidade”.
 
Conforme a psicóloga Joceli Drummond, a vocação do serviço público passa também pelo princípio do pertencimento e da coletividade. “Buscar em grupo o espírito da camaradagem, o que facilita a resolução dos fatores externos que podem afetar a qualidade de vida no serviço público”.
 
O secretário de Estado de Justiça e Direitos Humanos, Márcio Frederico de Oliveira Dorilêo, também contribuiu com o evento ao provocar os servidores a refletirem sobre a relação entre a ética e os direitos humanos. Para ele, a questão está ligada ao ideal de Estado humanista e cooperativo. “Precisamos fomentar a cultura da classe e da solidariedade porque o individualismo e o egoísmo têm sido as molas propulsoras do caos social pelo qual atravessam o Brasil e outros países”, comentou.
 
Dorilêo ressaltou que a preocupação e o respeito à coletividade não devem atribuição somente do Poder Público, mas de todos os cidadãos, sobretudo no Brasil, país multicultural e democrático. “É inadmissível que ainda tenhamos movimentos organizados de intolerância e violação dos direitos humanos. Não podemos fomentar a exclusão, o ódio e a miséria. Trata-se de um comportamento que, antes de ser internacional, é ético e moral de cada ser humano”, comentou.
 
A mesa redonda contou também com a participação do S Adriana Vandoni, secretária Extraordinária do Gabinete de Transparência e Combate à Corrupção e o secretário-Controlador Geral do Estado, Ciro Rodolpho Gonçalves.



SEJUDH

Data: 25/06/2015

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